segunda-feira, 2 de junho de 2014

Fragmentos de Mim

Pra cada amor, pra cada morada de alegrias,
Passageiros, duradouros, mesmo aqueles que duraram dias,
É um pedaço meu que se vai, que se foi, que se esvai.
Um pedaço seu, seja lá quem for, seja lá quem foi,
seja lá quem venha a ser, que fica. Como estaca no peito finca.


Um pedaço de muitos outros perdidos entre essas pessoas.
Algumas delas especiais, outras apenas ilusões, algumas essenciais,
mas o incrível é que sempre tem a que se faz inesquecível,

indescritível, surreal em meio a todo esse temporal.

Por que ainda insistir nessa loucura?
O quanto o coração aguenta de toda essa perjura?
O quanto dessa dor no peito terei de suportar?

A dor do vazio no peito é algo que há de sanar?

Por amores impossíveis, amores imprevisíveis,
amores que perdi, amores que deixei passar,
não sei se vacilei, ou se muito me dei.
não sei se ainda amo-os, ou se os deixei de amar.


Deve regar-se de amor próprio.
Ser companhia de sua própria solidão.
Viciar-se em si, como vicio de ópio.
Preencher de ti seu coração. Pois então...

O quão egoísta é estar apaixonado, amar alguém?
Se amar é querer o bem do amado muito além,
O quanto dessa felicidade você suportaria,
quando essa felicidade não mais te convém?



- 20/02/2014 ~ 02/06/2014


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