sábado, 25 de junho de 2016

O dia em que tomei um pequeno frasco de veneno (e não morri).

"em tempos onde pra tudo se estipula vida útil, por que há de se perder mais tempo,
se o tempo que já foi simbolicamente perdido parece perder todo o significado
nessa atual conjuntura de pensamento?"

Existem cabeças que pensam assim, acredite.
O pior dos ato não é aquele que fere, que ofende, que maltrata o ego, mesmo em toda sua insignificância de intenção,
ainda menos pior em toda sua significância de lamentação, de penitência da própria pseudo vontade e toda sua vergonha.
O pior é aquele que vai ferir, que também ofende, que vai fundo buscar a redenção do pecado não cometido;
Que busca na sombra da incerteza a vingança, a alegria efêmera passageira da satisfação, dessa vez com toda a intenção;
Aquele que destrói o ameaçado, que retruca o golpe que nem ao menos o acertou.

"Por que corrigir a rachadura na parede do quarto, se podemos destruir a casa e construir outra nova?..."

De certo que sem a mobília velha, essa casa nova ficará um tanto quanto vazia,
tão vazio quanto o que vem depois de toda essa tempestade omissa...

puxe uma cadeira! o prato está servido como de costume: frio.

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