sábado, 25 de junho de 2016

O dia em que tomei um pequeno frasco de veneno (e não morri).

"em tempos onde pra tudo se estipula vida útil, por que há de se perder mais tempo,
se o tempo que já foi simbolicamente perdido parece perder todo o significado
nessa atual conjuntura de pensamento?"

Existem cabeças que pensam assim, acredite.
O pior dos ato não é aquele que fere, que ofende, que maltrata o ego, mesmo em toda sua insignificância de intenção,
ainda menos pior em toda sua significância de lamentação, de penitência da própria pseudo vontade e toda sua vergonha.
O pior é aquele que vai ferir, que também ofende, que vai fundo buscar a redenção do pecado não cometido;
Que busca na sombra da incerteza a vingança, a alegria efêmera passageira da satisfação, dessa vez com toda a intenção;
Aquele que destrói o ameaçado, que retruca o golpe que nem ao menos o acertou.

"Por que corrigir a rachadura na parede do quarto, se podemos destruir a casa e construir outra nova?..."

De certo que sem a mobília velha, essa casa nova ficará um tanto quanto vazia,
tão vazio quanto o que vem depois de toda essa tempestade omissa...

puxe uma cadeira! o prato está servido como de costume: frio.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Mas mesmo em toda essa grandiosidade
de ser dEUs
Dono de si mesmo
Sou grato ao tempo que passa
Pois ele é fruto de tudo que semeio
Dele colherei a vida constantemente
Sendo assim o derradeiro fim de minha idade.

domingo, 14 de dezembro de 2014

nós

NOS passos perdidos por caminhos indecisos.
NOS acordes e nas notas musicais.
NOS poetas e poesias.
NOS minutos em que acordo sinto ainda mais...
NOS poemas de Quintana e de Pessoa.
NOS sorrisos de toda gente boa.
NOS minutos em que durmo.
NOS livros e entre cada linha.
NOS nos espaçamentos entre cada palavra.
NOS copos cheios das pessoas vazias...
NOS amanheceres e em todos os tombos do Sol.
NOS cantos dos pássaros pela manhã.
NOS quatro cantos dos meus pensamentos.
NOS dias de sol e nos dias de chuva.
NOS brilhos de todas as estrelas.
NOS sorrisos dos céus noturnos.
NOS corpos entrelaçados pelas esquinas da cidade.
NOS beijos dos casais apaixonados.
NOS filmes e nos seriados.
NOS pequeninos ônibus azuis e vermelhos.
NOS balões que navegam pelo céu azul sem medo.
NOS acordes das minhas composições.
NOS batimentos dos bons corações.

Em tudo que eu faço nós, 
Desata o laço e quebra o compasso.

10/05/2014
"Agora sua ausência se faz presente, faz-me companhia...
mas de presente nada dela ganho.

A dádiva da sua ausência é o silêncio contido e tímido do meu coração nesta manhã, porém sereno e sorrindo você em silêncio."


 -20/03/2014

és contradição que mora em cada esquina do coração

Houve tolo que disseste o quão doce é o amor.
Mas oras, onde está o doce de amar?
Tal tolo jamais choraste por amor.
Pois se transbordasse uma lágrima por sobre o seu rosto,
Tal tolo descobriria que o sabor,
O verdadeiro sabor do amor, por vezes
encontra-se entre um gosto salgado
e de um certo grau de amargor, mas
Outrora as mesmas lágrimas salgadas,
derramadas em mal dormidas madrugadas,
podem ser tão doces como mel
e banhar com contida nostalgia sorrisos de alegria.
Então oras, onde está o amargor do amor?
Talvez banhando o paladar do tolo que ousou amar,
ou de quem teve a audácia em perguntar...




No fim
Amor é doce só para aqueles que realmente sabem amar.









14/12/2014

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vermelho

Enche me os olhos de beleza.
Enche me a alma de desejo.
Enche me o peito de ternura.
Doce é o sabor dos teus lábios
Quando nossas línguas se entrelaçam em um beijo.
Feroz e intenso é o toque da tua pele na minha
quando nada além de suor separa nossos corpos.
A distância tenta ser proporcional ao sentimento,
E a saudade é tanta que por não caber aperta um tanto o peito.
E fico perdido no estreito entre o teu sorriso
E um mundo onde tudo acontece torto e sem jeito,
Ao menos sei e sinto do que sou feito, e sorrio um sorriso seu,
Sorriso meu que você é proprietária por todo direito.



-Diogo Mendes

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Jamais se deixe levar pelo silêncio de uma árvore.
Ela diz muito mais do que você pode imaginar.
Viveu muito mais do que viveremos um dia,
E sabiamente se cala...
Mas se puder por um momento em seus braços estar,
Vai poder entender a calmaria da natureza,
Se entregar a sabedoria contida no silenciar,
E respirar do oxigênio puro de sua beleza.